A primeira ação foi voltada para crianças da educação infantil, cujo foco era o incentivo a leitura através de atividades lúdicas, para tanto, os alunos do 6º semestre encenaram a peça "Histórias da minha infância", apontando a necessidade da "contação de histórias" para o desenvolvimento da criatividade e imaginação.

A leitura é fundamental para o desenvolvimento cognitivo das crianças, abre portas e janelas para um universo fascinante de conhecimentos, curiosidades, modos diversos de ver o mundo. Como incentivo a leitura foram distribuídos brinde e livros de literatura infantil para as crianças.

A outra ação social foi direcionada ao público adulto que estuda na EJA (Educação de Jovens e Adultos), esses alunos que não tiveram acesso aos bancos escolares na idade certa, e que, por isso, muitas vezes, se sentem desestimulados a prosseguir com os estudos. Pensando nisso, os alunos do 7º semestre realizaram palestras motivacionais que poderão causar um impacto positivo na vida desses alunos, contribuindo para que se autor realizem de forma pessoal e profissional.



















A corrupção é uma anomalia secular, não existindo somente no Brasil, mas presente na maioria dos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Esse fenômeno em nosso país é sem sombra de dúvida um dos maiores causadores da pobreza, e gera prejuízo de proporções muitas vezes letais em setores estruturais da nação como saúde, segurança, educação, infraestrutura, entre outros.

A corrupção quer dizer modificação, adulteração das características originais de algo. Está relacionada ao suborno, que é a prática de prometer, oferecer ou pagar a uma autoridade, governante, funcionário público ou profissional da iniciativa privada qualquer quantidade de dinheiro ou quaisquer outros favores. Busca oferecer ou prometer vantagem indevida a qualquer pessoa, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício, conforme o artigo 333 do Código Penal Brasileiro de 1940.

O Brasil, conforme sua Constituição Federal de 1988, no art. 1o estabelece que “a República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito”, com seus três poderes constituídos, Executivo, Legislativo e Judiciário. O art. 37 preconiza que “a administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência”. Portanto, são constitucionais os princípios que devem ser obedecidos por todos os seus agentes públicos.

Além dos funcionários de carreira, existem outras categorias de agentes públicos, os eleitos e indicados. Os eleitos são nossos representantes legislativos nas câmaras municipais, nas assembleias legislativas, na câmara federal e no senado (representantes dos Estados Federativos). Os indicados são os ministros do poder executivo, dos tribunais superiores do poder judiciário, dos tribunais de conta, como também os executivos de estatais, além dos executivos lotados no segundo e terceiro escalões.

É oportuno fazer as seguintes reflexões: Em primeiro lugar os agentes públicos no Brasil sejam concursados, eleitos ou indicados devem estar a serviço do público. Na prática observa-se que não acontece dessa forma. Em segundo, a concepção do papel de agente público parece não ser bem entendida pela maioria da sociedade, seja pelo próprio agente público, ou por um indivíduo que pretende ou sonha em entrar no setor público, ou ainda pela população que deveria ser beneficiada por um excelente serviço público.

Em relação ao agente público, este não nos parece entender que sua função é atender todas as demandas da sociedade, além de estar a serviço de uma coletividade, seguindo todos os princípios morais do cidadão e não usufruir do cargo para benefícios próprios.

Já o indivíduo, que pretende ou sonha em entrar no setor público, tem uma ideia equivocada do mesmo. Em pesquisa informal realizada em sala de aula, durante mais de dez anos como professor universitário, foi perguntado aos presentes quem gostaria de trabalhar no serviço público, a resposta afirmativa foi quase unanime. A segunda indagação foi o por quê? as respostas foram variadas, as mais relevantes, eram pelo alto salário, pela estabilidade de emprego, pelo prestigio, outros por não ter que trabalhar muito, o mais curioso é que a resposta “servir ao público” foi pouco manifestada. Não quero me precipitar com os resultados encontrados, mas em um primeiro momento observo que a ideia de entrar no serviço público já começa errada. Creio que o normal seria o candidato ao cargo no serviço publico ter como prioridade atender bem ao público.

Em relação a população seria oportuno promover campanhas constantes de esclarecimento e conscientização sobre o real entendimento da prestação dos serviços públicos, da sua qualidade e efetividade, como também da compreensão do verdadeiro papel do agente público, pois o atendimento é uma obrigação e não um favor prestado pelo mesmo. Deve-se também levar em conta o custo desse serviço para a sociedade, que através dos altos impostos remuneram os agentes públicos e o custeio da máquina pública.
A operação lava jato, conduzida pela Policia Federal, Ministério Público e Justiça Federal escancarou a vergonhosa corrupção sistêmica no Brasil, mostrando o desrespeito, o descalabro, o cinismo de alguns homens ditos públicos, que devem agir de forma profissional e cívica. Homens que usam sem nenhum escrúpulo a máquina pública para desviar bilhões de reais, uns para enriquecimento próprio, outros para perpetuarem-se no poder, explorando de forma leviana a miséria de um povo que em sua maioria está longe de ser politizado.
É relevante entender que a corrupção no Brasil não se restringe somente ao setor público, notadamente aos políticos, sendo uma anomalia disseminada em nossa cultura. Podem-se citar vários exemplos de pequenos atos de corrupção praticados cotidianamente por uma parcela expressiva da sociedade: não fornecer nota fiscal, colar em provas ou exames, sonegar impostos, falsificar carteira de estudante, comprar carteira de motorista, falsificar a assinatura, subornar policial ou qualquer agente público, aceitar troco errado, roubar sinal de TV a cabo, energia ou água, desrespeitar lugares reservados para idosos, cadeirantes ou gestantes, furar fila, querer levar vantagem em tudo, desrespeitar o direito alheio, enganar ou prejudicar, burlar leis do trânsito, receber qualquer vantagem para votar em um candidato, entre outros.

A falência moral do Brasil produz índices alarmantes de pobreza, segundo o Programa das Nações Unidas para desenvolvimento (PNUD), no ano de 2015 o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil ocupava o 79o lugar no ranking mundial, com 187 países. Vale salientar que o país detém a 8a maior economia do mundo (FMI, WEO – Abril/2017).

De acordo com o índice de corrupção do Fórum Econômico Mundial (Suíça, julho/16), o Brasil é a quarta nação mais corrupta do mundo, estando atrás apenas do Chade (país africano), da Bolívia e da Venezuela. O mesmo fórum salienta que em 2016 o Brasil atingiu a pior posição em ranking de competitividade ocupando a 81a posição mundial.

Conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 53,168 milhões de brasileiros, aproximadamente 25% da população em 2016 estava abaixo da linha de pobreza do Banco Mundial, vivendo com menos de US$5,5 por dia per capita, o que equivale a uma renda mensal de R$387,07. Revela ainda, que o número de desempregados nos primeiros três meses de 2018 foi de 13,7 milhões de pessoas e salienta que este resultado é somente dos indivíduos que procuram oficialmente uma vaga de trabalho.

O Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias, realizado pelo Departamento Penitenciário Nacional, órgão do Ministério da Justiça e Segurança Pública em junho de 2016, revelou que o Brasil é o terceiro país em número de pessoas presas, ficando atrás somente dos Estados Unidos e China, o país tinha aproximadamente 726.712 presos em junho de 2016.

O IBGE atualizou o PNAD Contínua em abril de 2018, divulgando que em 2016, aproximadamente 66,3 milhões (51%) de brasileiros com 25 anos ou mais de idade só tinham concluído o ensino fundamental. Apenas 20 milhões (15,3%) dessa população concluiu o ensino superior, dos quais as mulheres aparecem com 16,9% e os homens com 13,5%. Os dados são mais preocupantes quando observamos a desigualdade regional, no nordeste, por exemplo, 52,6% da população sequer concluiu o ensino fundamental, enquanto que no sudeste 51,1% concluíram o ensino médio. Outro dado relevante é sobre o analfabetismo no país, nesse mesmo período, chegando a 11,8 milhões (7,2%) da população. No Nordeste o índice foi de 14,8%, enquanto que no Sul a taxa de analfabetos foi de 3,6%.

Sem dúvida, o Brasil passa por uma das piores crises moral em sua história, mudanças devem ser implantadas com urgência, a reforma política, uma reforma tributária socialmente mais justa e, prioritariamente, um programa de investimento a longo prazo na área de educação, que permita a transformação da realidade atual do país, em uma sociedade formada por cidadãos politizados e totalmente alfabetizados, que efetivamente venham exercer sua plena cidadania.


Prof. Dr. Ernesto Cezar Xerez de Castro Filho - Doutor em Ciência da Educação pela Universidade UDELMAR do Chile com validação da Universidade Federal do Ceará UFC. Especialista em Administração de Negócios pelo Instituto de pós-graduação da Faculdade Ateneu. Professor das disciplinas: Estratégia Empresarial, Tópicos Especiais em Administração e Economia de Empresa da Faculdade Ateneu.
Mesmo em um ambiente macroeconômico desfavorável, a nível nacional, o Ceará se depara atualmente com uma oportunidade singular em toda sua história, mediante a implantação simultânea de hubs internacionais em três áreas de grande importância para o seu desenvolvimento econômico: aviação, portuária e tecnologia.

Com o hub aéreo há grandes perspectivas para o desenvolvimento do turismo (um ponto forte do Estado). Já no hub portuário predomina grandes perspectivas de aumento de ligações no transporte de produtos para os principais centros comerciais da Ásia, Europa e EUA. Na parte tecnológica, espera-se um avanço das comunicações com os continentes internacionais. Se confirmados, representarão uma transformação sem precedentes na economia do Estado.

No presente artigo será destacada a importância do hub aéreo, e em outras oportunidades os demais, considerando a amplitude de pontos a serem comentados.

A posição estratégica do Ceará em relação aos continentes europeu e americano é privilegiada em detrimento aos demais Estados do país. Portanto, o esforço realizado pelo governador Camilo Santana e sua equipe, no sentido de priorizar a implantação do hub no aeroporto de Fortaleza, foi de uma expertise visionária e desenvolvida com muita competência. O Ceará já representava um dos destinos mais procurados pelo turista estrangeiro; em 2008 ocupava a segunda colocação no Nordeste2, perdendo apenas para a Bahia. É possível que o Estado possa alcançar a liderança muito em breve, fundamentalmente com a introdução de serviços complementares, como o stopover, uma das medidas previstas para o início das operações aéreas internacionais.

As operações do hub aéreo serão inicialmente realizadas pelas companhias aéreas europeias Air France/KLM e a brasileira Gol, no Aeroporto Internacional Pinto Martins, ou Fortaleza Airport, no primeiro momento com dois vôos semanais entre Paris e Fortaleza através da Joon, subsidiária da Air France e dois voos semanais entre Amsterdã e Fortaleza, através da KLM. Isso representa um considerável aumento na frequência internacional, que certamente ensejará na ampliação dos voos internos a partir de Fortaleza, sem levar em consideração os novos destinos que deverão ser acrescentados nos próximos anos.

Acredita-se, no entanto, que este cenário auspicioso só terá condições de se materializar se o Estado e setores da economia conseguirem superar uma série de problemas internos, atualmente desafiadores. O problema de segurança parece ser o mais sério, vindo a seguir falta de qualificação da mão de obra, com o idioma sendo uma barreira séria. A mobilidade, assim como a própria infraestrutura do aeroporto também são problemas a serem superados. No caso do aeroporto a nova concessionária Fraport Brasil - Fortaleza já está em pleno andamento com medidas estruturais, o que representa um grande avanço.



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1 Frase de Tânia Barcelar, economista e socióloga, doutora em Economia Pública e Organização do Território pela Universidade de Paris I Phanthéon Sorbonne.2 Impacto econômico do turismo receptivo internacional em Pernambuco. XIMENES, J.B. Dissertação de Mestrado UFPE. Recife, 2008.






Modalidade de escala, podendo duração se estender a dias.

Espera-se que o governo e setores da economia trabalharão seriamente para superação desses desafios, considerando que o momento é muito oportuno para a inserção, com sucesso, da economia cearense no mercado internacional. Os benefícios decorrentes dessas medidas certamente representarão um novo horizonte para a economia do Ceará, porque impulsiona diretamente um dos setores que representa uma de suas maiores vocações: o turismo. Em outras palavras, tudo indica que o Estado está na direção certa.


Prof. João Batista Ximenes ||Formação e experiência

João Batista Ximenes é Administrador de Empresas, com especialização em Marketing e mestre em Economia pela UFPE (2008). Professor da Faculdade Ateneu – FATE desde 2009, atualmente com a disciplina de Fundamentos Logísticos. Micro empresário, sócio fundador da Maria Pitanga Açaiteria.

Seguindo uma trilha diferente da crise vivenciada por boa parte dos estados brasileiros, o Ceará desponta com um projeto estratégico de grande alcance internacional, com a implantação da “trinca de hubs”, uma alusão do governador Camilo Santana para a consolidação de um dos maiores investimentos realizados na história do Estado, voltado para a transformação da economia cearense.

Em artigo anterior, o autor fez uma alusão ao hub aéreo, fruto de parceria entre as empresas aéreas Air France-KLM-GOL, com operação iniciada no início de maio. Contudo, neste artigo, será feita menção específica da parceria desenvolvida pelos Portos do Pecém e de Roterdã, na integração logística do transporte de cargas com os continentes europeu e asiático, este último através do Canal do Panamá, reduzindo o “transit time” de produtos transportados entre Brasil e Ásia na ordem de 15 dias.

A viagem inaugural foi realizada recentemente, com a chegada no Pecém do primeiro navio procedente de Cingapura, em 14 de maio. Essa nova rota marítima foi denominada de AC5, operada pelas empresas Maersk Line, Hamburg Sud e APM Terminals, atendendo demanda nas cidades de Cingapura; Hong Kong; Busan (Coreia do Sul); Xangai, Ningbo e Xiamen, na China.

Localizado no município de São Gonçalo do Amarante, o Porto do Pecém foi concebido como um terminal Off Shore (fora da costa), ou seja, localizado dentro da zona marítima continental, com o objetivo de buscar águas profundas, com a preservação das condições ambientais do local. Tornou-se a mola propulsora para transformar a região no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), concebido originalmente para acolher indústrias âncoras que tivessem completa interdependência entre si. A refinaria, siderurgia e uma ZPE (Zona de Processamento de Exportação) seriam as prioridades iniciais. Por questões políticas, o Ceará foi preterido pela implantação da refinaria na região, indo para Suape, em Pernambuco.

Com uma localização estratégica privilegiada, o Pecém possibilita fácil acesso aos maiores mercados mundiais, especialmente com a implantação do novo canal do Panamá, que permite o trânsito de grandes embarcações denominadas post-Panamá. Outro diferencial do Ceará foi a implantação da primeira Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do país, ampliando oportunidade para grandes investimentos na área do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP). A parceria entre os Portos do Pecém e Roterdã, impulsionou o Pecém a se tornar mais competitivo a nível internacional, tornando-se um hub de grande relevância no Brasil.

O Governo do Ceará tem realizado grande esforço na estratégia de criar ambiência para o investidor, não somente com incentivos, mas na organização da situação fiscal do Estado, melhoria contínua na educação básica e melhor nível de transparência, apenas para citar os principais. Contudo, o município de São Gonçalo do Amarante, diferente da atuação do governo estadual, não consegue estabelecer os projetos estruturais necessários para receber grandes projetos como os realizados no CIPP.

O município ainda adota gestão de natureza provinciana, embora tenha melhorado no último governo. Porém é visível a falta de estrutura viária, de incentivos ao estabelecimento de pequenas empresas, além da ausência de projetos voltados para formação técnica de trabalhadores locais, salvo a iniciativa de uma instituição particular que implantou a primeira Faculdade da região. A própria formação dos gestores municipais precisa ser aperfeiçoada consideravelmente, tendo em vista a importância dos grandes projetos que aportam na região. A concepção de um planejamento estratégico, envolvendo setores do governo e sociedade é uma das medidas prioritárias, que tudo indica inexistir na atual gestão municipal. Um mar de oportunidades se projeta para o desenvolvimento regional de São Gonçalo do Amarante, contudo sem a necessária sinergia entre a gestão municipal, estadual e a própria sociedade, tudo se torna difícil e moroso.



Prof. João Batista Ximenes || Formação e experiência

João Batista Ximenes é Administrador de Empresas, com especialização em Marketing e mestre em Economia pela UFPE (2008). Professor da Faculdade Ateneu – FATE desde 2009, atualmente com a disciplina de Fundamentos Logísticos. Micro empresário, sócio fundador da Maria Pitanga Açaiteria.

Por Profº Dr. Ernesto Cezar X Castro Filho

O mercado de trabalho atual, complexo e competitivo exige do indivíduo, ampla formação capaz de garantir sua participação como membro ativo da sociedade, despertando a necessidade da busca de uma qualificação que possa inseri-lo nesse novo mercado, considerando a satisfação funcional e salarial básicas e a postura de profissional que almeje uma carreira de sucesso.

A constante exigência de produtividade e de metas definidas nas organizações e o surgimento de novas profissões vêm provocando mudanças importantes nas relações entre o capital e o trabalho, fazendo com que o profissional tenha necessidade de aprimorar sua qualificação e formular um plano de carreira que possa facilitar sua empregabilidade.
Dutra (2012) define carreira como uma sequência de cargos ou posições ocupadas através de eventos comportamentais, associados as competências e as experiências relacionadas ao trabalho durante um período de vida. Entende o plano de carreira como um programa de ações estruturado que determine o caminho para o desenvolvimento profissional do empregado dentro da organização.

Os resultados desses planos nem sempre são lineares, são permeados de eventos inesperados, estando em constante construção e desconstrução. Isto é, diferentemente do que pensa inicialmente o indivíduo ao formular um plano de carreira, acredita que ao pô-lo em prática, sua carreira terá um desenvolvimento linear, que o levará rapidamente ao sucesso e a satisfação profissional. Na prática, observa-se que a construção de uma carreira deve estar alinhada com as expectativas dos profissionais como também das empresas, enfatizando dessa forma a necessidade de um sistema de administração de carreira.

Para Dutra (2012), a administração de carreira é uma ferramenta que tem como finalidade a conciliação das expectativas de desenvolvimento da organização com as expectativas do trabalhador, tanto nos aspectos profissionais como pessoais. Salienta também que a responsabilidade do planejamento de carreira é prerrogativa do empregado, enquanto que a administração da carreira deve ser da empresa, através da gestão compartilhada e do gerenciamento de oportunidades.

Savioli (1991) estabelece a carreira como uma estrutura sistêmica e que a atividade profissional deve estar relacionada com o seu meio ambiente no decorrer de sua vida laboral. Salienta a importância do autoconhecimento com as várias experiências tanto profissionais como pessoais no seu ambiente de trabalho atual e futuro. O modelo proposto pelo autor descrito no manual de autoconhecimento estabelece quatro ações que o trabalhador deve fazer antes de criar seu plano de carreira:

1. Registrar o que você gosta de fazer, independentemente do que você é obrigado a fazer por dever profissional; do que você não gosta de fazer, esteja ou não sendo levado a praticar; do que sabe fazer bem, forma de concretizar habilidades e atitudes; do que não sabe fazer bem. Estes registros devem ser efetuados em três campos: o individual e familiar, o social e o profissional.
2. Visualização do futuro, descrevendo como você projeta seu futuro para daqui a cinco anos em termos de composição familiar, saúde, lazer, situação econômica, desenvolvimento cultural do cônjuge e dos filhos, autodesenvolvimento, comunidade e vida espiritual.
3. Realização de um balanço da situação atual em relação ao projetado e estabelecimento de mudanças desejadas.
4. Projeções de mudanças no cenário profissional para os próximos cinco anos e análise de como elas poderiam interferir em sua visualização do futuro, tais como: mudanças políticas, sociais, econômicas, culturais, tecnológicas, etc.

Outro aspecto relevante para a elaboração do planejamento de carreira é o conhecimento por parte do trabalhador das diversas âncoras de carreira. Podemos citar algumas propostas por diversos autores que poderão facilitar na tomada de decisão. Competência técnica/funcional - caracterizada por pessoas que se consideram conservadoras, evitando mudanças radicais, preferem prosseguir usufruindo e mantendo suas habilidades técnicas atuais; competência de gestão – representada por pessoas que têm características de liderança mais desenvolvidas, no qual as competências a serem ampliadas são as de gestão, vinculadas as relações interpessoais; segurança - é caracterizada por pessoas que buscam a segurança e diz respeito ao receio de serem remanejadas, expatriadas ou de mudar de empresa; criatividade – caracterizada pelos empreendedores, pessoas que buscam sempre a inovação, desenvolvendo as mais diversas ações de maneiras jamais realizadas e autonomia/independência - trata da ideia de sair da formalização imposta pelo ambiente organizacional, evitando regras, normas e regulamentos na busca de liberdade. O trabalhador deve alinhar uma dessas âncoras as suas competências e habilidades.

O trabalhador deve traçar planos para sua vida pessoal e profissional, elaborando um planejamento de carreira no qual deverá seguir algumas etapas. Primeiro deve buscar informações precisas sobre a carreira pretendida, envolver pessoas experientes, ter intuição e ousadia, comprometer-se com as ações estabelecidas, avaliar constantemente todos os passos planejados e determinar o ambiente de crescimento se, o trabalhador quer crescer dentro da empresa e da ocupação, ou dentro da empresa e fora da ocupação, ou mesmo dentro da ocupação e fora da empresa ou ainda fora da ocupação e fora da empresa.

Alguns cuidados deverão ser observados pelo trabalhador, conhecer as limitações externas (mundo) e as internas (limitações pessoais); deve definir metas; jamais desviar o foco, determinar o ponto que se deseja alcançar; sempre planejar, organizar, coordenar, controlar as ações que devem ser executadas e criar objetivos de carreira de longo prazo (três a cinco anos), de médio prazo (um a três anos) e de curto prazo (um ano).

Ao agir baseado nestas considerações o trabalhador terá maior facilidade nas tomadas de decisões em relação a sua carreira, auxiliando dessa forma o seu desenvolvimento profissional e pessoal.


Profº Dr. Ernesto Cezar Xerez de Castro Filho - Doutor em Ciência da Educação pela Universidade UDELMAR do Chile com validação da Universidade Federal do Ceará UFC. Especialista em Administração de Negócios pelo Instituto de pós-graduação da Faculdade Ateneu. Professor das disciplinas: Estratégia Empresarial, Tópicos Especiais em Administração e Economia de Empresa da Faculdade Ateneu - FATE.

Os cursos de formação de professores precisam valorizar ainda mais a relação entre teoria e prática. Para tanto, são necessárias discussões ao longo da graduação para pensar essa articulação e para exercitar os conteúdos, métodos e processos avaliativos a serem desenvolvidos na escola básica.


Nesse sentido, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), homologada em 2017, pelo governo federal, tem o intuito de trazer novas mudanças significativas para a atual conjuntura da educação básica, refletindo diretamente na formação docente.

Noutros termos, a BNCC deve nortear os currículos dos sistemas e redes de ensino das Unidades Federativas, como também as propostas pedagógicas de todas as escolas públicas e privadas de educação básica. Estabelecendo conhecimentos, competências e habilidades que se espera que todos os estudantes desenvolvam ao longo da escolaridade básica, a BNCC soma-se aos propósitos que direcionam a educação brasileira para a formação humana integral e para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.



No que se refere à etapa do ensino fundamental a BNCC é estruturada em cinco áreas:
  • Área de Linguagens (Língua Portuguesa; Arte; Educação Física; Língua Inglesa);
  • Área de Matemática
  • Área de Ciências da Natureza;
  • Área de Ciências Humanas (Geografia; História);
  • Área de Ensino Religioso.

A partir dessas áreas são necessárias discussões e reflexões sobre conteúdos, metodologias e práticas de ensino, bem como sobre e avaliação da aprendizagem na educação básica.

Assim, o curso de Pedagogia da Faculdade discute essa temática no grupo de pesquisa de forma a preparar os alunos – futuros profissionais da educação – para atuar em sala de aula. A BNCC também é tema da VIII Semana da Pedagogia que irá acontecer nos dias 17 e 18/05 no Centro de Humanidades e Sede Antonio Bezerra.




BRASIL, Ministério da Educação. BNCC (Base Nacional Comum Curricular Nacional). Brasília: MEC, 2017.