No atual panorama o ramo da Logística oferece numerosas oportunidades

Uma recente matéria do jornal o Estado de São Paulo explica que, diante da necessidade de reduzir custos, muitas empresas investem na área da Logística, gerando milhares de oportunidades de emprego. Dinamismo, adaptação e inglês são alguns dos requisitos exigidos para que os profissionais se insiram no mercado.


Apesar do desaquecimento do mercado interno, algumas áreas seguem em evolução e abrem oportunidades de trabalho. E o caso do setor de logística, que oferece possibilidades para profissionais qualificados, interessados em “colocar a mão na massa” e de crescer profissionalmente.

“A área de logística e supply-chain tem espaço para crescer, principalmente neste momento no qual as empresas necessitam reduzir os custos, ter mais eficiência e melhorar o atendimento ao cliente, além de ser uma área de suporte para todas as indústrias e segmentos”, diz o gerente da divisão de engenharia e logística da Talenses Executive Search, Gabriel Almeida.

Segundo ele, é uma área que tem demanda, e quem pretende se destacar deve se especializar com cursos, certificações e saber inglês. “Profissionais das áreas de administração e engenharia são bastante requisitados para as vagas. O profissional de logística precisa ser analítico”, diz Almeida. Para ele, competências como visão sistêmica, habilidade interpessoal, gestão de conflitos, projetos e resiliência são fundamentais.

O gerente afirma que a logística é uma área estratégica e fundamental para negócios de qualquer natureza e não se resume apenas a rotas e transporte.

Na sua opinião dinamismo, fácil adaptação, boa comunicação, tomar decisões rápidas, estar sempre à frente dos problemas, saber trabalhar sob pressão e com muito volume de trabalho são característica importantes que um profissional deve ter para atuar na área. Gerente da empresa de recrutamento Robert Half, Jorge Martins afirma que o setor logístico continua aquecido para cargos de estrutura de fábricas e centros de distribuição.

De acordo com a tabela de cargos e salários da Robert Half, operadores de logística tem salário a partir de R$ 1 mil, mas o desenvolvimento de carreira pode elevar a remuneração para até R$ 35 mil em cargos de diretoria de supply-chain.

Nessa época, Castex era diretor de planejamento e transporte e em 2013 assumiu o cargo de diretor de operações, liderando cerca de 600 funcionários. Ele conta que já tinha uma certa simpatia pelo setor e que a carreira foi acontecendo.

“A logística é apaixonante. Não tem uma rotina, os problemas são diferentes e o profissional especializado tem assumido um papel cada vez mais importante.” Castex diz ainda que, como qualquer setor, o de logística está passando para uma fase difícil, mas tem oportunidades para o profissional experiente em revisão de processos e redução de custos.

“Eu valorizo muito a visão de processos, pois logística é sequencial, também o senso de urgência, dinamismo e disponibilidade para atuar na área. Eu estou otimista com a carreira”, declara o executivo.


MINERAÇÃO EXIGE PACOTE DE QUALIFICAÇÕES

De acordo com o gerente da Robert Half, Jorge Martins, trata-se de um setor com capacidade de reestruturação rápida, facilitando a abertura de vagas. “O profissional que atua na área precisa saber planejar, mas não adianta ter um diploma brilhante se não conhece a operação”, diz.

O campo de atuação envolve desde a prospecção (procura de depósitos minerais), passando pela exploração mineral (estudo dos depósitos minerais) e lavra (planejamento e extração do minério), até o tratamento (processamento, separação e/ou concentração do material extraído) e a recuperação ambiental da área explorada.

Atual gerente de mina e geologia do negócio níquel da Anglo American, o engenheiro de minas Eduardo Caixeta começou no setor como trainee em 2003. “A engenharia de minas sempre esteve comigo, cresci nesse ambiente. Sou de Catalão, Goiás, de forte atividade em mineração, e este ambiente sempre me chamou atenção. ”

Para Caixeta, o engenheiro de minas deve ter um “pacote de qualificações” que além do conhecimento técnico proporcionado pela formação acadêmica, inclui características como curiosidade. Segundo ele, para algumas atividades, é importante também ter especialização e sólido conhecimento em softwares.

CARREIRA NO SETOR DE PETRÓLEO TEM ALCANCE GLOBAL

Diante das exigências do mercado, os profissionais que desejam atuar nas áreas de petróleo e gás e logística, por exemplo, buscam cada vez mais formação especializada. De acordo com coordenador do curso de Engenharia de Petróleo do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio), Arthur Braga, o aluno que procura o curso de engenharia de petróleo tem um perfil comum ao dos interessados nos outros cursos de engenharia. “Ele precisa possuir uma boa base em matemática e física, ser curioso e sobretudo gostar de tecnologia.”

Segundo ele, pela capilaridade de sua cadeia produtiva, o setor requer engenheiros com as mais diversas formações, não só aquela específica em petróleo. E os salários são compatíveis com os das outras engenharias. Entretanto, tendo a oportunidade de trabalhar embarcado, em navios e plataformas, o engenheiro de petróleo pode conseguir salários bem mais elevados do que os demais.

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Fonte: Empregos e Carreiras / Estadão

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