HUBS AÉREO, PORTUÁRIO E TECNOLÓGICO PAVIMENTAM A INTERNACIONALIZAÇÃO DA ECONOMIA CEARENSE - O Ceará está no caminho certo.

Mesmo em um ambiente macroeconômico desfavorável, a nível nacional, o Ceará se depara atualmente com uma oportunidade singular em toda sua história, mediante a implantação simultânea de hubs internacionais em três áreas de grande importância para o seu desenvolvimento econômico: aviação, portuária e tecnologia.

Com o hub aéreo há grandes perspectivas para o desenvolvimento do turismo (um ponto forte do Estado). Já no hub portuário predomina grandes perspectivas de aumento de ligações no transporte de produtos para os principais centros comerciais da Ásia, Europa e EUA. Na parte tecnológica, espera-se um avanço das comunicações com os continentes internacionais. Se confirmados, representarão uma transformação sem precedentes na economia do Estado.

No presente artigo será destacada a importância do hub aéreo, e em outras oportunidades os demais, considerando a amplitude de pontos a serem comentados.

A posição estratégica do Ceará em relação aos continentes europeu e americano é privilegiada em detrimento aos demais Estados do país. Portanto, o esforço realizado pelo governador Camilo Santana e sua equipe, no sentido de priorizar a implantação do hub no aeroporto de Fortaleza, foi de uma expertise visionária e desenvolvida com muita competência. O Ceará já representava um dos destinos mais procurados pelo turista estrangeiro; em 2008 ocupava a segunda colocação no Nordeste2, perdendo apenas para a Bahia. É possível que o Estado possa alcançar a liderança muito em breve, fundamentalmente com a introdução de serviços complementares, como o stopover, uma das medidas previstas para o início das operações aéreas internacionais.

As operações do hub aéreo serão inicialmente realizadas pelas companhias aéreas europeias Air France/KLM e a brasileira Gol, no Aeroporto Internacional Pinto Martins, ou Fortaleza Airport, no primeiro momento com dois vôos semanais entre Paris e Fortaleza através da Joon, subsidiária da Air France e dois voos semanais entre Amsterdã e Fortaleza, através da KLM. Isso representa um considerável aumento na frequência internacional, que certamente ensejará na ampliação dos voos internos a partir de Fortaleza, sem levar em consideração os novos destinos que deverão ser acrescentados nos próximos anos.

Acredita-se, no entanto, que este cenário auspicioso só terá condições de se materializar se o Estado e setores da economia conseguirem superar uma série de problemas internos, atualmente desafiadores. O problema de segurança parece ser o mais sério, vindo a seguir falta de qualificação da mão de obra, com o idioma sendo uma barreira séria. A mobilidade, assim como a própria infraestrutura do aeroporto também são problemas a serem superados. No caso do aeroporto a nova concessionária Fraport Brasil - Fortaleza já está em pleno andamento com medidas estruturais, o que representa um grande avanço.



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1 Frase de Tânia Barcelar, economista e socióloga, doutora em Economia Pública e Organização do Território pela Universidade de Paris I Phanthéon Sorbonne.2 Impacto econômico do turismo receptivo internacional em Pernambuco. XIMENES, J.B. Dissertação de Mestrado UFPE. Recife, 2008.






Modalidade de escala, podendo duração se estender a dias.

Espera-se que o governo e setores da economia trabalharão seriamente para superação desses desafios, considerando que o momento é muito oportuno para a inserção, com sucesso, da economia cearense no mercado internacional. Os benefícios decorrentes dessas medidas certamente representarão um novo horizonte para a economia do Ceará, porque impulsiona diretamente um dos setores que representa uma de suas maiores vocações: o turismo. Em outras palavras, tudo indica que o Estado está na direção certa.


Prof. João Batista Ximenes ||Formação e experiência

João Batista Ximenes é Administrador de Empresas, com especialização em Marketing e mestre em Economia pela UFPE (2008). Professor da Faculdade Ateneu – FATE desde 2009, atualmente com a disciplina de Fundamentos Logísticos. Micro empresário, sócio fundador da Maria Pitanga Açaiteria.

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